segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Eis algumas orientações básicas do que devemos fazer:

Como sobreviver perdido na selva?


Esse é o tipo de situação que a gente espera que nunca aconteça. Porém, se um dia você se perder no meio do mato - seja porque escapou de um acidente aéreo ou se extraviou do grupo durante um passeio -, a primeira recomendação é óbvia: não entre em pânico. "Se isso acontecer, suas chances de sobrevivência serão praticamente nulas", diz o tenente-coronel da reserva Luiz Fernando Pissolatti, que serviu três anos no 3º Comando de Fronteira do Amapá, na Amazônia. Além disso, evite sair perambulando feito barata tonta. Se até os mateiros mais experientes têm dificuldade para se orientar numa floresta, imagine você. Em vez de andar à toa, sente-se e tente descansar - concentrando sua atenção em como procurar alimento e água potável (veja as recomendações específicas ao lado). "Com calma e atenção, você deve preservar sua capacidade de reagir. A selva não pertence ao mais forte, mas ao mais inteligente", afirma Luiz Fernando.
Olhe para os lados e veja se descobre onde está, por onde veio e para onde quer ir. Se tiver uma bússola e um mapa da região, grande parte de seus problemas de orientação estarão resolvidos. Se não, você poderá começar a se deslocar em busca de ajuda, desde que tome as devidas precauções descritas aqui. Nunca ande à noite, mesmo que tenha uma lanterna e consiga enxergar alguma coisa, porque a maioria dos predadores tem hábitos noturnos. me
Cuidados com o corpo
É essencial manter-se fisicamente íntegro. Por isso, cuide bem de qualquer arranhão, queimadura ou picada de inseto para evitar infecções. Mantenha os hábitos de higiene, se possível tomando banho todos os dias. Se não der, mantenha pelo menos mãos, rosto, axilas, virilhas e pés limpos. Lembre-se de que, na selva, você precisará muito de seus pés: todo cuidado com eles é pouco.
Abrigo e fogueira
Procure uma clareira para montar uma cabana rudimentar. Troncos e galhos podem ser usados para o teto e a estrutura de suporte. A amarração deve ser feita com cipós ou cascas de árvore. Palha ou folhas de palmeiras podem ser usadas na cobertura. Para ter um pouco de conforto, improvise uma cama, suspensa a alguns centímetros do chão, com varas e palha. Cave um buraco e faça uma fogueira para manter os animais a distância - mas não se esqueça de apagá-la depois, para não provocar incêndios.
Orientação
É dureza se orientar na mata. No caso de uma floresta equatorial, como a Amazônica, a densidade da vegetação só permitirá que você veja 10 a 30 metros à frente. As copas fechadas das árvores muitas vezes não deixam ver nem o céu. Uma dica é cortar sempre os galhos por onde se passa para marcar o caminho. Outra orientação é seguir cursos d’água, porque eles sempre vão dar num rio maior. Mas, atenção: se estiver na Amazônia, evite entrar na água, para não ser pego de surpresa por um jacaré ou uma cobra...
Alimentos
Não existe uma forma 100% segura de saber se uma planta é ou não venenosa. Mas dá para ficar atento a alguns detalhes. Por exemplo: frutos comidos por animais são confiáveis. Se você não reconhecer uma planta, use os brotos subterrâneos, que são mais tenros e saborosos. Não consuma vegetais que tenham pêlos, gosto amargo ou seiva leitosa. Para eliminar o teor tóxico dos vegetais, ferva-os por cinco minutos, trocando a água duas ou três vezes.
Água
Encontrar água para beber deve ser sua primeira preocupação. Existem várias formas de obtê-la. A mais indicada é aproveitar a água da chuva que escorre por galhos ou troncos, usando uma folha para dirigi-la até a boca. Toda a água da floresta é, a princípio, potável, mesmo que seja escura. Mas, se tiver dúvidas, ferva-a por cinco minutos antes de bebê-la. Se precisar filtrar, improvise um coador com peças de roupa.
Animais
Para evitar encontros indesejados, olhe bem por onde anda e nunca meta a mão em buracos. Ande sempre com uma vara, cutucando galhos e árvores. O barulho espanta os animais e a vara serve como defesa. Atenção para o lugar onde vai sentar, evitando toras e árvores caídas, esconderijo predileto de serpentes e escorpiões. Sempre sacuda sapatos e roupas antes de vesti-los. Isso pode livrá-lo de uma picada de aranha ou escorpião. Use suas roupas para se proteger dos insetos, especialmente no final do dia, quando estão mais ativos. Evite coçar as picadas, para que não inflamem.
Sinalização


Sinais de fumaça podem ser úteis durante o dia, se você estiver numa clareira. Na mata fechada, não vão adiantar muito, pois fatalmente serão confundidos com nevoeiros, muitos comuns em florestas. Use folhas com ramos verdes e limo de árvores. À noite, acenda uma fogueira para ser visto por algum avião que cruze a área.


Iury Vasconcelos

Cobra bicuda

Oxybelis fulgidus - Cobra Bicuda; Papagaia; Cobra-Cipó; Cobra Verde; Green Vine Snake.

Diversos nomes para uma das serpentes que mais despertam meu interesse e admiração.
Seus tons de verde a tornam praticamente invisível aos olhos de seus predadores e presas; devido ao seu hábito arborícola e diurno.

Encontrada frequentemente termorregulando em galhos de árvores, se alimenta principalmente de lagartos e também de aves, caçando geralmente por espreita, ou seja, espera sua presa se aproximar, despercebida, e então a imobiliza através de uma forte mordida e com sua peçonha.
Não é um animal tido como peçonheto, porém, esta serpente possui um tipo de dentição chamada de "opstóglifa". Opsto = Depois, fundo; Glifa = Dente, dentição, ou seja, esta serpente, assim como outras tantas possui um par de presas fixas, pequenas, sulcada e não móveis, no fundo de sua maxila, por onde escorre sua peçonha, suficiente para imobilizar e matar suas presas.

Serpente de temperamento tranquilo, quando não importunada, tem como primeiro método de defesa sua camuflagem; quando acuada tende a fugir, ai então, se a fuga não for pertinente, pode desferir dolorosas mordidas a seus predadores ou "pertubadores". Pode atingir cerca de 2 metros de comprimento, com um corpo delgado e leve, típico porte de serpente arborícola, conferindo à ela leveza e agilidade sobre as árvores. Possui uma característica muito peculiar, presente em poucas serpentes, sendo considerada uma característica evolutica bem superior.

Esta espécie, além de outras de parentesco próximo, possui visão binocular, o que lhe permite enxergar em uma campo com profundidade muito maior, e mais real dos objetos, presas e possíveis predadores. Possui um tipo de "sulco", partindo da região anterior ao olho até a região posterior à narina, por onde ela consegue enchergar, em outras palavras, esta serpente pode lhe encarar "de frente" rs...

Possui uma característica defensiva muito interessante. Além de possuir cores que a camuflam perfeitamente em meio aos galhos e folhas verdes, esta serpente adota uma postura típica de se mover, e permanecer imóvel, imitando o balançar de galhos e folhas, como se estivesse sendo "balançada" pelo vento.

Se isso já não bastasse, esta cobra, ao dardejar sua língua, geralmente vibra somente a região mais distal da mesma, evitando ao máximo um movimento muito brusco da língua, tornando-se assim menos visível à seus possíveis predadores.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Curso Básico de Sobrevivência em Área de Selva

Caríssimos, próxima turma prevista para o mês de agosto. Contato: caphenriq33@yahoo.com.br
A aventura continua! SELVA.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Pequenas dicas de sobrevivência na selva

Cuidados com o corpo
É essencial manter-se fisicamente íntegro. Por isso, cuide bem de qualquer arranhão, queimadura ou picada de inseto para evitar infecções. Mantenha os hábitos de higiene, se possível tomando banho todos os dias. Se não der, mantenha pelo menos mãos, rosto, axilas, virilhas e pés limpos. Lembre-se de que, na selva, você precisará muito de seus pés: todo cuidado com eles é pouco.
Abrigo e fogueira
Procure uma clareira para montar uma cabana rudimentar. Troncos e galhos podem ser usados para o teto e a estrutura de suporte. A amarração deve ser feita com cipós ou cascas de árvore. Palha ou folhas de palmeiras podem ser usadas na cobertura. Para ter um pouco de conforto, improvise uma cama, suspensa a alguns centímetros do chão, com varas e palha. Cave um buraco e faça uma fogueira para manter os animais a distância - mas não se esqueça de apagá-la depois, para não provocar incêndios.
Orientação
É dureza se orientar na mata. No caso de uma floresta equatorial, como a Amazônica, a densidade da vegetação só permitirá que você veja 10 a 30 metros à frente. As copas fechadas das árvores muitas vezes não deixam ver nem o céu. Uma dica é cortar sempre os galhos por onde se passa para marcar o caminho. Outra orientação é seguir cursos d’água, porque eles sempre vão dar num rio maior. Mas, atenção: se estiver na Amazônia, evite entrar na água, para não ser pego de surpresa por um jacaré ou uma cobra...
Alimentos
Não existe uma forma 100% segura de saber se uma planta é ou não venenosa. Mas dá para ficar atento a alguns detalhes. Por exemplo: frutos comidos por animais são confiáveis. Se você não reconhecer uma planta, use os brotos subterrâneos, que são mais tenros e saborosos. Não consuma vegetais que tenham pêlos, gosto amargo ou seiva leitosa. Para eliminar o teor tóxico dos vegetais, ferva-os por cinco minutos, trocando a água duas ou três vezes.
Água
Encontrar água para beber deve ser sua primeira preocupação. Existem várias formas de obtê-la. A mais indicada é aproveitar a água da chuva que escorre por galhos ou troncos, usando uma folha para dirigi-la até a boca. Toda a água da floresta é, a princípio, potável, mesmo que seja escura. Mas, se tiver dúvidas, ferva-a por cinco minutos antes de bebê-la. Se precisar filtrar, improvise um coador com peças de roupa.
Animais
Para evitar encontros indesejados, olhe bem por onde anda e nunca meta a mão em buracos. Ande sempre com uma vara, cutucando galhos e árvores. O barulho espanta os animais e a vara serve como defesa. Atenção para o lugar onde vai sentar, evitando toras e árvores caídas, esconderijo predileto de serpentes e escorpiões. Sempre sacuda sapatos e roupas antes de vesti-los. Isso pode livrá-lo de uma picada de aranha ou escorpião. Use suas roupas para se proteger dos insetos, especialmente no final do dia, quando estão mais ativos. Evite coçar as picadas, para que não inflamem.

Um pouco de nós e amarras

Nós e Amarras

Amarra Diagonal



Passo a passo
Amarra Diagonal serve para aproximar e unir duas varas que se encontram formando um ângulo agudo. É muito utilizada na construção de cavaletes de ponte, pórticos etc. Para começar usa-se a Volta da Ribeira apertando fortemente as duas peças, dão-se três voltas redondas em torno das varas no sentido dos ângulos, e em seguida, mais três voltas no sentido dos ângulos suplementares, arrematando-se com um anel de duas ou três voltas entre as peças (enforcamento) e uma Volta de Fiel para encerrar. Pode-se também encerrar unindo a ponta final a inicial com um nó direito.

Amarra Quadrada



Passo a passo
Amarra Quadrada é usada para unir dois troncos ou varas mais ou menos em ângulo reto. O cabo deve medir aproximadamente setenta vezes o diâmetro da peça mais grossa. Começa-se com uma Volta de Fiel bem firme ou uma Volta da Ribeira. A ponta que sobra desse nó, deve ser torcida com o cabo para maior segurança ou utilizada para terminar a amarra unindo-se a ponta final com um nó direito. As toras ou varas são rodeadas por três voltas completas redondas entre as peças (enforcamento) concluindo-se com a Volta do Fiel na vara oposta ao que se deu o nó de início ou com o nó direito na extremidade inicial.

Amarra de Tripé



Passo a passo
Esta amarra é usada para a construção de Tripés em acampamentos, afim de segurar lampiões ou servir como suporte para qualquer outra finalidade. A amarra de tripé é feita iniciando com uma Volta da Ribeira ou Volta do Fiel, passando alternadamente por cima e por baixo de cada uma das três varas, que devem estar colocadas lado a lado com uma pequena distância entre elas. Não é necessário o enforcamento nesta amarra, pois ao ajustar o tripé girando a vara do meio a amarra já sofre o "enforcamento" sendo suficientemente presa. Entretanto, em alguns casos o enforcamento pode ser feito, passando voltas entre as varas e finalizando com uma volta do fiel ou nó direito preso a extremidade inicial.

Ancoragens



Exemplos
As ancoragens simples ou sofisticadas dependem do terreno, das condições do solo, dos elementos ao redor, da tensão que desejamos aplicar e da quantidade de corda que dispomos.

Balso pelo seio



Passo a passo
Este nó forma uma laçada dupla. É uma boa cadeira porque é possível sentar-se confortavelmente nele. Muito útil para subir ou descer uma pessoa ou volume. Geralmente se faz no meio da corda e é considerado um nó de salvamento. Nesse caso, lance a corda para a pessoa já com o nó feito para poder içá-la com segurança.

Volta do Salteador



Passo a passo
Utilizado para prender uma corda a um objeto, com uma ponta fixa e outra que quando puxada desata o nó. Serve para descermos de uma arvore, escarpa ou barranco. É um nó extremamente perigoso, deve estar bem feito e ajustado quando utilizado para descermos com ele.

Lais de Guia



Passo a passo
Utilizado para formar uma alça que não corre. É um nó para salvamento. Tem a vantagem de poder ser feito utilizando apenas uma das mãos. Útil quando precisamos usar uma das mãos para se agarrar num barranco, ou como se estivesse caído dentro de um buraco com o braço quebrado. Nesse caso o faremos em volta de nosso tronco para que uma outra pessoa possa nos içar com segurança. Quando for içar alguém, lance a corda com o Lais de Guia já feito.

Borboleta



Passo a passo
Utilizado para fazer uma alça no meio do cabo. Não corre e nem perde a forma. Muito resistente e rápido de fazer.

Nó de Escota



Passo a passo
Usa-se para unir dois cabos de bitola diferente ou para fixar um cabo a uma argola.

Volta do Fiel



Passo a passo
Chamado simplesmente de fiel este nó é a forma mais rápida de se fixar a corda, podendo ser reajustado ou desfeito com facilidade. Muito utilizado para iniciar uma amarra e segurar a corda atada á um poste. Não corre é resistente e seguro com um bom arremate de segurança na ponta.

Nó em Oito



Passo a passo
Utilizado para arrematar provisoriamente a ponta de um cabo. Quando feito em laçada pode ser utilizado na cintura com um mosquetão em escaladas.

Nó Direito



Passo a passo
Utilizado para unir dois cabos de mesmo diâmetro e para finalizar algumas amarras. Não deve ser utilizado para montanhismo ou rapel.

Prusik



Passo a passo
Este é um nó auto-blocante, ou seja, sob tensão ele trava e quando frouxo ele corre facilmente. Em resgates, ascensões por uma corda fixa ou mesmo em cabo de aço, o Prusik é muito utilizado e quase sempre essencial. A corda utilizada para este nó deve ter aproximadamente a metade do diâmetro da corda principal, tendo suas pontas emendadas com um pescador duplo.

Nó de Catau



Passo a passo
Utilizado para reduzir o tamanho de uma corda sem cortá-la, ou para para isolar alguma parte danificada da corda, sem deixá-la sob tensão. Atua com forte tensão e quando o uso for permanente se reforça com um cote nos extremos.

Nó de Pescador

 

Passo a passo
Utilizado para unir linhas de pesca, cordas corrediças, delgadas, rígidas, cabos metálicos e até cabos de couro.  

Volta Redonda

 

Passo a passo
Utilizado para prender uma corda a um bastão. É um nó muito útil, não se desfaz facilmente, bom para esticar toldos ou barracas. 

Nó do Cirurgião



Passo a passo 
Este nó é uma variação do nó direito, conta com uma volta a mais na laçada oferecendo mais força ao nó. 

Volta da Ribeira



Passo a passo
Utilizado para prender uma corda a um bastão, tronco, galhos, etc. É necessário manter este nó sob tensão.

Nó de Aselha



Passo a passo
É utilizado para fazer uma alça fixa no meio de um cabo. Difícil de ser desfeito quando tencionado porém muito rápido de ser feito.

Nó de Correr



Passo a passo
Serve para fazer uma alça corrediça em uma corda. Utilizado para fazer rabéola de pipas. Útil para aplicação de força quanto mais se puxa, mais ele aperta.

Boca de Lobo



Passo a passo
Este nó parece um Prusik, porém com apenas uma volta. Serve para fixar um cabo a algo rapidamente.

Nó de Arnez



Passo a passo
É utilizado para fazer uma alça fixa no meio de uma corda sem utilizar as pontas.

Cadeira de bombeiro



Passo a passo
É um nó simples e rápido de atar quando se precisa subir ou descer uma pessoa de uma árvore, barranco ou outro ponto. É seguro, porém mais utilizado em caso de emergência ou quando a altura não oferece grandes riscos. Para estes casos, existem cadeiras mais elaboradas e seguras.

Nó de Barril



Passo a passo
  Colocado o barril sobre um cabo faça um meio nó sobre o mesmo. Abra o nó deslocando sobre a lateral do barril ate seu terço superior. Arremate as pontas com Lais de Guia.
 




Feito por Maurício Moises da Silva - . UEB Nº 235.516-7

Hamster

Possuindo grandes dentes incisivos que estão em constante crescimento, necessitam estar sempre roendo para evitar que cresçam demais.
O tempo de vida médio dos hamsters é de dois anos sem acasalamento,contudo alguns podem viver até três ou quatro anos, dependendo da espécie.
Existem diferentes espécies de hamsters espalhados por todo o mundo e muito deles habitam regiões semi- desertas onde vivem em tocas.
Hamster com comida acumulada nas bochechas.
Estas tocas são formadas por vários túneis e câmaras que são utilizadas para armazenar comida ou dormir. Os hamsters são animais noturnos, que dormem durante o dia quente e ficam acordados à noite quando está mais frio. Eles vêem muito mal , mas têm o olfato apurado e uma excelente audição.
Muitas espécies de hamsters têm as bochechas dilatáveis, isto é, bochechas que aumentam de tamanho, onde eles podem carregar comida e forragem para ser guardada em sua toca.
A palavra hamster tem sua origem na palavra alemã "hamstern" que significa "acumular" ou "armazenar", uma referência às suas bochechas, que tem a capacidade de acumular comida.
Poucas espécies de hamster são criadas como animais de estimação, mas atualmente o hamster é um dos mais populares animais de estimação em diversos países por ser docil e carinhoso.
As principais espécies que são criadas como animais domésticos são o Anão Russo e o Sírio. A primeira espécie apresenta o corpo peludo que traz alergia, e a pelagem de listras pretas e brancas. O Sírio tem corpo alongado e a pelagem de cores variadas, branco, preto ou amarelo (marrom claro).
Uma característica muito interessante do hamster é o fato de eles morrerem de pernas para o ar ao contrario dos outros roedores, que morrem deitados.
De acordo com as pesquisas cientificas, um hamster é capaz de imitar tudo o que vê até que seja na televisão, qualquer outro animal da sua espécie, tornando-se assim um animal muito inteligente.

Fonte: Encicloédia livre

Amigos(as), Desde ontem está sendo exibido no Pará Record a matéria sobre o Curso de Sobrevivência na Selva, vai ao ar diariamente às 19h na rede Record. Não percam.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tapirí

Na hora da necessidade, vamos construir um abrigo natural...fácil e eficiente!
Material: Estacas de madeira, varas finas, madeira de bitola mais fina que as estacas para o assoalho, cipó.
Agora é só cobrir com folhas de palmeira, sororoca  ou arbustos. Bom descanso!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Lobos

Lobo ou lobo cinzento (Canis lupus) é o maior membro selvagem da família canidae. É um sobrevivente da Era do Gelo originário durante o Pleistoceno Superior, cerca de 300 mil anos atrás. O sequenciamento de DNA e estudos genéticos reafirmam que o lobo cinzento é ancestral do cão doméstico (Canis lupus familiaris), contudo alguns aspectos desta afirmação têm sido questionados recentemente. Uma série de outras subespécies do lobo cinzento foram identificadas, embora o número real de subespécies ainda esteja em discussão. Os lobos cinzentos são tipicamente predadores ápice nos ecossistemas que ocupam. Embora não sejam tão adaptáveis à presença humana como geralmente ocorre com as demais espécies de canídeos, os lobos se desenvolveram em diversos ambientes, como florestas temperadas, desertos, montanhas, tundras, taigas, campos e até mesmo em algumas áreas urbanas. O lobo cinzento, o lobo-vermelho (Canis rufus) e o lobo da Etiópia (Canis simensis) são as únicas três espécies classificadas como lobos. Os demais lobos pertencem a subespécies.
O peso e tamanho dos lobos variam muito em todo o mundo, tendendo a aumentar proporcionalmente com a latitude, como previsto pela teoria de Christian Bergmann. Em geral, a altura, medida a partir dos ombros, varia de 60 a 95 centímetros. O peso varia geograficamente. Em média, os lobos europeus pesam 38,5 kg; os lobos da América do Norte, 36 kg; os lobos indianos e árabes, 25 kg. Embora raros, lobos com mais de 77 kg foram encontrados no Alasca, Canadá, e na antiga União Soviética. O maior lobo cinzento registrado na América do Norte foi morto em 70 Mile River, no leste-central do Alasca em 12 de julho de 1939 e pesava 79 kg,. Já o lobo de maior peso registrado na Europa foi morto após a Segunda Guerra Mundial na área Kobelyakski da região Poltavskij na RSS Ucraniana e pesava 86 kg. O lobo é sexualmente dimórfico, as fêmeas de uma população típica de lobos normalmente pesam 20% menos que os machos. As fêmeas também têm o focinho e a fronte mais estreitos, pernas ligeiramente mais curtas e revestidas com pelos lisos, e ombros menos massivos. Os lobos cinzentos medem de 1,30 a 2 metros do focinho à ponta da cauda, a qual, por sua vez, representa cerca de 1/4 do comprimento total do corpo.
Esqueleto de um lobo cinzento.
Os lobos são capazes de percorrer longas distâncias com uma velocidade média de 10 quilômetros por hora e são conhecidos por atingir velocidades próximas a 65 quilômetros por hora durante uma perseguição.Há registro de uma loba cinzenta realizando saltos de 7 metros ao perseguir suas presas. As garras das patas dianteiras são maiores que as das patas traseiras e possuem um quinto dedo, ausente nestas últimas. As patas do lobo cinzento são adaptadas para uma ampla variedade de terrenos, especialmente os cobertos de neve. Existe uma fina camada de pele separando cada dedo, permitindo ao animal deslocar sobre a neve com mais facilidade em comparação às suas presas. Os lobos cinzentos são digitígrados. O tamanho relativamente grande de suas patas contribui para distribuir o peso do corpo de maneira balanceada sobre superfícies nevadas. Pelos e unhas reforçam a aderência em superfícies escorregadias e vasos sanguíneos especiais mantêm as patas aquecidas no frio extremo.Glândulas odoríferas localizadas entre os dedos de um lobo deixam um rastro de marcadores químicos por onde ele passa, ajudando-o a caminhar de forma eficaz por grandes extensões ao mesmo tempo que mantém os outros lobos informados do seu paradeiro. Ao contrário dos cães e dos coiotes ocidentais, lobos cinzentos têm uma menor densidade de glândulas sudoríparas em suas patas. Esta característica também está presente nos coiotes canadenses do leste, que possuem ascendência com o lobo moderno. Os lobos que vivem em Israel são únicos, por sua população apresentar indivíduos com dois dedos de suas patas fundidos, um traço, acreditava-se, exclusivo do cão selvagem africano. O uivo de um lobo cinzento pode ser ouvido a uma distância de até 1 quilômetro.
Um lobo de coloração cinza-amarronzada
Os lobos têm pelos volumosos repartidos em duas camadas. A primeira camada é constituída por pelos resistentes que repelem água e sujeira. A segunda camada forma uma pelagem densa, isolante à água. O subpelo é espalhado pelo corpo na forma de grandes tufos no final da primavera ou início do verão (com variações anuais). Um lobo, muitas vezes, esfrega-se contra objetos, como pedras e galhos, para induzir a pele a soltar os pelos. O subpelo é geralmente cinza, independentemente da aparência do revestimento exterior. Lobos têm pelagens distintas no inverno e no verão que se alternam na primavera e no outono. Tanto as fêmeas quanto os machos tendem a manter seus pelos do inverno até a primavera.
A coloração da pelagem é muito variada, do cinza ao cinza-amarronzado, conforme notada pelo espectro canino para o branco, vermelho, marrom e preto. Estas cores tendem a se misturar em muitas populações, de forma que os indivíduos de coloração mista sejam os mais predominantes. Entretanto não é incomum haver um indivíduo ou mesmo uma população inteira de lobos inteiramente de uma cor (geralmente todo preto ou todo branco). Com exceção da Itália, onde os lobos negros podem representar de 20 a 25% da população, os lobos melanísticos raramente são comuns fora do continente norte-americano. De acordo com exames genéticos, a cor da pelagem preta é resultado de uma mutação surgida primeiramente nos cães domésticos e mais tarde incorporada aos lobos através de cruzamentos.Uma pelagem multicor, caracteristicamente, não possui nenhum padrão específico. A cor da pele, por vezes, reflete o ambiente onde vive a população de lobos. Assim, por exemplo, lobos brancos são muito mais comuns em áreas com cobertura de neve. Lobos em processo de envelhecimento adquirem um tom acinzentado em sua pelagem. Atribui-se, frequentemente, à coloração da pelagem do lobo uma forma funcional de camuflagem. Isto pode não ser totalmente correto, afirmam alguns cientistas, cujos estudos relacionam a combinação de cores com a comunicação corporal dos lobos.
Os olhos na cor amarelo-ouro são comuns em lobos adolescentes.
Ao nascer, os filhotes de lobo tendem a ter pelos mais escuros e as íris dos olhos azuis, as quais mudarão para um amarelo-ouro, ou cor de laranja quando os filhotes tiverem entre 8 e 16 semanas de idade. Os poderosos focinhos compridos são características marcantes dos lobos, distinguindo-os facilmente de outros canídeos, como os coiotes e chacais dourados, que têm os focinhos mais estreitos e pontiagudos. Nos lobos, a incisura anterior do osso nasal não possui uma saliência medial, ao contrário do observado nos chacais. Enquanto há apenas uma pequena expressão do cíngulo na borda externa do primeiro molar superior nos lobos, este é amplo e claramente marcante em chacais.
Lobos diferem de cães domésticos em uma natureza mais variada. Anatomicamente, os lobos têm ângulos orbitais menores do que os cães (acima de 53 graus para cães, com menos de 45 graus para lobos) e uma capacidade cerebral comparativamente maior. Patas maiores, olhos amarelados, pernas mais longas e os dentes maiores distinguem os lobos adultos de outros canídeos, especialmente cães. Além disso, uma glândula supracaudal está presente na base da cauda dos lobos, mas não em muitos cães.
Lobos e cães maiores possuem algumas partes da dentição idênticas. O maxilar possui seis incisivos, dois caninos, oito pré-molares e quatro molares. A mandíbula tem seis incisivos, dois caninos, oito pré-molares e seis molares.Os quarto pré-molares superiores e primeiros molares inferiores constituem os dentes carnassiais, que são instrumentos essenciais para o corte da carne. Os dentes caninos também são muito importantes, na medida em que detêm e subjugam a presa. Capazes de suportar até 10.000 quilopascal de pressão, os dentes de um lobo são as suas principais armas, bem como suas principais ferramentas. Isso é aproximadamente o dobro da pressão que um cão doméstico de dimensão semelhante pode proporcionar. A dentição dos lobos cinzentos é mais adequada para esmagar ossos comparada a de outros canídeos modernos, embora não seja tão especializada, como a encontrada em hienas.A saliva dos lobos ajuda a reduzir a infecção bacteriana em feridas e acelerar a regeneração dos tecidos.

Sentidos

Embora tenha um olfato relativamente fraco ao ser comparado a outros canídeos, o lobo possui uma audição bastante apurada, a ponto de ser capaz de ouvir a queda de folhas das árvores durante o outono. Sua visão noturna é a mais aguçada da família dos canídeos.

Reprodução e ciclo de vida

O acasalamento ocorre, geralmente, entre os meses de janeiro e abril. Quanto maior a latitude, mais tarde ocorre. Uma alcateia produz, em média, uma única ninhada, salvo nos casos em que os reprodutores machos se relacionam com uma ou mais fêmeas subordinadas. Durante a época de acasalamento, os animais reprodutores tornam-se muito carinhosos uns com os outros, antecipando o ciclo de ovulação da fêmea. A tensão aumenta à medida que os lobos maduros da alcateia sentem-se instados a acasalar. Durante este período, os membros do casal líder de reprodução, denominados de macho e fêmea alfa, podem se ver forçados a dissuadir que outros lobos se acasalem com eles. Incestos raramente ocorrem, embora a pressão por endogamia seja um problema para os lobos em Saskatchewan e Isle Royale Quando a fêmea reprodutora entra no cio (que ocorre uma vez por ano e dura de 5 a 14 dias), ela e seu companheiro passam um longo tempo em reclusão. Feromônios na urina da fêmea e o inchaço da sua vulva são sinais percebidos pelo macho de que ela está no cio. A fêmea é receptiva nos primeiros dias de estro, período durante o qual ela lança o revestimento do útero. Mas quando ela começa a ovular novamente, ocorre o acasalamento com o parceiro.
Um lobo filhote em companhia de sua mãe
O período de gestação varia de 60 a 63 dias. Os filhotes, que pesam cerca de 0,5 kg ao nascerem, são cegos, surdos e completamente dependentes de suas mães. O tamanho médio da é de 5 a 6 crias, embora há dois registros soviéticos de ninhadas com 17 filhotes. Os filhotes residem na toca e permanecem lá por dois meses. A toca geralmente fica em terreno alto perto de uma fonte de água aberta, e tem uma câmara aberta no final de um túnel subterrâneo ou encosta que pode ter até alguns metros de comprimento. Durante este tempo, os filhotes se tornam mais independentes e começam a explorar a área imediatamente ao redor da toca. Com cerca de cinco semanas de idade, afastam-se gradualmente do local de nascimento até a um quilômetro de distância. A taxa de crescimento dos lobos é mais lenta do que a dos coiotes e cães selvagens.Eles começam a comer alimentos regurgitados depois de duas semanas se alimentando exclusivamente de leite, que nos lobos tem menos gordura e arginina e mais proteína do que o leite canino.A esta altura, seus dentes de leite surgem e eles estão totalmente desmamados após 10 semanas. Durante as primeiras semanas de desenvolvimento, normalmente a mãe permanece sozinha com sua ninhada, mas, eventualmente, a maioria dos membros do grupo contribuem, de alguma forma, para a criação dos filhotes. Após dois meses, os filhotes inquietos são levados para um local de encontro, onde podem permanecer em segurança quando a maioria dos adultos saem para caçar. Um ou dois adultos ficam para trás para garantir a segurança dos filhotes. Depois de mais algumas semanas, caso se demonstrem capazes, é permitido aos filhotes se juntarem aos adultos na caçada, e eles têm prioridade sobre qualquer animal caçado. Tomar parte das caçadas é uma maneira de permitir ao filhotes a prática dos rituais de dominação/submissão, que serão essenciais para a sua futura sobrevivência na alcateia. Os filhotes participam apenas como observadores da caçada até atingirem cerca de oito meses de idade, quando se tornam maduros o suficiente para uma participação ativa.
Os lobos geralmente atingem a maturidade sexual após dois ou três anos, idade em que muitos deles são obrigados a abandonar os seus locais de nascimento e a procurar companheiros e territórios próprios. Lobos que atingem a maturidade vivem geralmente de seis a dez anos na natureza, enquanto que, em cativeiro, eles podem atingir até o dobro da idade. As elevadas taxas de mortalidade refletem na baixa expectativa de vida dos lobos. As crias podem morrer pela escassez de alimento ou pela ação de predadores, como ursos, tigres, lobos adultos ou outros animais selvagens. As principais causas de mortalidade de lobos são a caça, os acidentes envolvendo veículos e os ferimentos ocorridos durante o ataque a suas presas. Apesar de lobos adultos poderem, ocasionalmente, ser mortos por outros predadores, os grupos de lobos rivais são muitas vezes os inimigos mais perigosos, excetuando-se os seres humanos.

Doenças

A postura e expressão facial do lobo árabe é defensiva e alerta os outros lobos para serem cautelosos.
As doenças mais comuns transmitidas por lobos incluem a brucelose, febre, leptospirose e carbúnculo. Os lobos são importantes hospedeiros da raiva na Rússia, Irã, Afeganistão, Iraque e Índia. Embora os lobos não sejam vetores das doenças, eles podem contraí-las de outras espécies. Os lobos tornam-se extremamente agressivos quando infectados, podendo morder várias pessoas em um único ataque. Antes de uma vacina ser desenvolvida, as mordidas eram quase sempre fatais. Atualmente, as mordidas de lobos raivosos podem ser tratadas, mas a gravidade dos ataques dos lobos raivosos às vezes podem resultar em morte. Uma mordida perto da cabeça da vítima faz a doença agir muito rapidamente para que o tratamento faça efeito. Ataques raivosos tendem a aumentar de número no inverno e na primavera. Com a redução da raiva na Europa e América do Norte, poucos ataques de lobos raivosos foram registrados, embora alguns ainda ocorram anualmente no Oriente Médio. Os lobos também carregam o coronavírus canino, cuja infecção é mais prevalente nos meses de inverno.
Os lobos registrados na Rússia transportavam mais de 50 tipos diferentes de parasitas nocivos, incluindo Echinococcus, cisticercose e coenurus. Os lobos também são portadores de Trichinella spiralis. Entre 1993-94, 148 carcaças de lobos perto de Fairbanks, no Alasca, foram examinadas e 36% (aprox. 54 carcaças) estavam infectadas. A prevalência de Trichinella spiralis em lobos é significativamente relacionada com a idade. Os lobos podem hospedar o Neospora caninum, fato de particular interesse para os agricultores, pois a doença pode ser transmitida para animais domésticos, que, infectados, têm de 3 a 13 vezes mais chance de abortar em comparação àqueles livres da doença.
Apesar do hábito de portar doenças perigosas, grandes populações de lobos não são frequentemente acometidas por surtos de epizootias, como ocorre com outros canídeos sociais. Isto se deve principalmente ao hábito dos lobos infectados de se afastarem de suas alcateias, evitando assim o contágio em massa

terça-feira, 17 de julho de 2012

Protegendo-se de tempestades e raios

Protegendo-se de tempestades e raios

Resumindo:

- Não existe lugar seguro em ambiente externo como montanhas, pastos, etc.
- Barracas não oferecem proteção alguma.
- Em caso de raios em campo aberto não fique em grupo, separe-se dos demais em torno de 5 metros.
- Livre-se de equipamentos metálicos como por exemplo um bastão de caminhada.
- Não se abrigue em árvores isoladas, ao invés procure desfiladeiros ou vales.
- No caso de pegar uma tempestade elétrica na montanha não existe muito o que fazer já que não existe um lugar isolado com pára-raios.

Em atividades em época de chuvas fortes (verão) eu sempre procuro ver a previsão do tempo e programar para ou voltar antes do final da tarde ou estar abrigado nesse horário.

Se você estiver em um local sem um abrigo próximo e sentir seus pêlos arrepiados ou sua pele coçar, está indicando que um raio está preste a cair, portanto, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não se deite no chão.

Algumas informações importantes sobre tempestades e raios:

O jornal O Estado de S.Paulo noticiou em 21 de fevereiro de 2008 que houve 22 mortes por raios nos primeiros 50 dias de 2008 em oposição a 46 vítimas em todo o ano anterior (2007), sugerindo um aumento do número de acidentes. A maior parte dos acidentes se concentra no Estado de São Paulo.

O INPE informa também que houve aumento em 35% no número de raios na região sudeste do país em 2008 em relação ao mesmo período de 2007, a explicação para o aumento da incidência de raios está no fenômeno La Niña, que é o esfriamento de águas do Oceano Pacífico. Esse fenômeno climático está aumentando a incidência de raios no Brasil e a região mais afetada é exatamente a sudeste.

No ano de 2001 em que o fenômeno “La Niña” marcou presença, o número de mortes por raio atingiu 73 óbitos, o mais alto até agora no país.

A maior parte das vezes os acidentes ocorrem no fim da tarde. Dados americanos mostram que antigamente as vítimas eram fazendeiros e marinheiros, mas hoje em dia são adeptos do ecoturismo e atividades esportivas em locais abertos e de maior altitude.

Um fato curioso no caso das mortes por raio é que a causa é realmente uma parada cardio-respiratória, que não passa de evento terminal de tantas outras causas de morte. Porém, o dano ocasionado pelo raio pode ser decorrente da própria voltagem do relâmpago, do trauma provocado pelo raio ou pelo excesso de contrações musculares. A maioria das vítimas fica sem respirar e sem batimentos cardíacos, mas consegue recobrar as funções espontaneamente! Um fato ainda misterioso para a ciência médica.

Acredita-se que há uma cessação dos movimentos respiratórios e circulatórios por curto espaço de tempo, mas depois disso as funções cerebrais reassumem o comando. Por esse motivo, recomenda-se sempre iniciar manobras de ressuscitação em quem foi atingido por raio, mesmo que aparente estar morto. Em outros termos, é como se um hipotético “disjuntor caísse” e, alguém o ligasse novamente, restabelecendo a energia no organismo, ou seja, os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios.

As formas de acidente por raio são de quatro tipos:

Direta - o raio cai sobre uma pessoa em pé em um lugar aberto, entrando pela cabeça (entra no crânio pelos orifícios), atravessa externamente e internamente a pessoa e sai pelo solo. Esse tipo de acidente é o que faz o maior número de vítimas.

Por contato - o raio atinge um objeto próximo a pessoa, transferindo-se para ela. Os objetos de contato podem ser tacos de golf, guarda-chuvas ou por exemplo, um molho de chaves.

Por espalhamento (splash) - ocorre quando a tempestade está em cima de uma área cheia de árvores e o raio cai sobre uma delas, e se espalha pelas pessoas em volta. Pode ocorrer também dentro de casa, se a vítima estiver utilizando telefone com fio. É o tipo mais comum de acidente.

Em onda - a última forma é quando o raio atinge o solo e viaja em círculos (igual a quando lançamos uma pedra em um lago) e quem estiver no raio da ondaé atingido.

Fontes:
http://ciencia.hsw.uol.com.br/acidentes-com-raios-no-brasil.htm
http://www.lightningsafety.noaa.gov/overview.htm
http://www.inpe.br/webelat/homepage/

Estalagmites

Podemos remeter as palavras estalactite e estalagmite à palavra grega "stalassein", que significa "pingar". Ela se encaixa, pois descreve a forma como as duas são formadas na natureza. Embora pareçam naturais e um pouco assustadoras, as estalactites e estalagmites crescem simplesmente em decorrência da água que passa sobre o material inorgânico e através dele.
As cavernas de calcário, onde a maior parte das estalactites e estalagmites é encontrada, são compostas principalmente de calcita, um mineral comum encontrado nas rochas sedimentares.
Estalagmites de cerca de 200 anos de formação
As moléculas de calcita são constituídas de cálcio e íons carbonato e são chamadas de CaCO3, ou carbonato de cálcio. Quando a água da chuva cai sobre uma caverna e escorre pelas rochas, ela carrega o dióxido de carbono e os minerais do calcário. Ca (HCO3)2 é conhecido como bicarbonato de cálcio e a água carrega a substância, basicamente calcita dissolvida, através das fendas do teto de uma caverna. Entretanto, uma vez que a água entra em contato com o ar dentro da caverna, parte do bicarbonato de cálcio se transforma em carbonato de cálcio e a calcita começa a se formar ao redor da fenda. À medida que a água continua pingando, o comprimento e a espessura da calcita aumentam, surgindo, finalmente, uma estalactite no teto. A formação das estalactites pode levar muito tempo - geralmente, crescem em torno de 6 mm e 25 mm por século.
Evidentemente, as estalagmites não surgem simplesmente do chão. A água que pinga da ponta de uma estalactite cai no chão de uma caverna e deposita mais calcita em um monte. Logo, surgirá uma estalagmite semelhante à forma de um cone. É por esse motivo que você geralmente encontra estalactites e estalagmites em pares e, às vezes, elas crescerão juntas para formar uma grande coluna. Existem muitas cavernas de calcário no mundo, famosas por suas exibições de gotejamento, como as cavernas Carlsbad (no Novo México), as cavernas Timpanogos (em Utá), a caverna Mammoth (em Kentucky), e as cavernas Jenolan e Buchan (na Austrália).
Existem alguns truques clássicos para diferenciar as estalactites das estalagmites. •As estalactites se prendem "firmes" ao topo da caverna. •Estalactite possui um "t", como em "topo". •Estalactite possui um "c", como em "cobertura". •Estalagmite possui um "g", como em "grama", que fica no chão.

Guardiões da Floresta: Os Elementais do Brasil

Guardiões da Floresta: Os Elementais do Brasil

Não é segredo para ninguém que sou apaixonado por folclore brasileiro. A estreita relação entre pagãos e a Natureza acaba fortalecendo um sentimento de interesse em relação aos elementais. Para quem ainda não sabe, os elementais são definidos como energias etéreas (ou espirituais) dos quatro elementos básicos da Natureza (terra, fogo, água e Ar). Os elementais mais famosos são as fadas (ar), salamandras (fogo), sereianos (água) e os pequenos gnomos (terra).
Mas existe um detalhe, todos esses famosos personagens citados anteriormente fazem parte do folclore europeu, que possui seu próprio clima, vegetação e condições peculiares para a geração desse tipo de energia. No Brasil também temos nossos elementais, que aqui são conhecidos como “Guardiões da Natureza”. Dentre os Guardiões da Natureza mais conhecidos estão enquadrados os protetores das matas (Terra), protetores dos rios e mares (Água) e as cobras de fogo ou fogos-fátuos (Fogo). Em obras sobre folclore brasileiro também existem referências a pássaros metamórficos, que poderiam ser considerados elementais do Ar. Aqui me limitarei a escrever um pouco sobre três espécies elementais nativas do Brasil: o Curupira, o Mapinguari (considerados Guardiões das Matas) e a Iara (Guardiã das Águas). O Curupira é uma das lendas mais antigas do Brasil, os relatos sobre este ser são difundidos desde a época da colonização dos jesuítas em terras indígenas. Seu nome deriva do tupi (curu= abreviatura de curumim= menino + pira= pelo [alguns folcloristas defendem que esse termo pode ser interpretado como corpo]). O Curupira é descrito como um ser andrógino com cerca de um metro de altura, pés virados para trás, corpo peludo e cabelos avermelhados. Acredita-se que ele seja um justiceiro das matas, castigando todo homem que extraia da floresta mais do que lhe é necessário. Ele não possui má índole, pelo contrário, apesar do aspecto horripilante, o Curupira é um amante da fauna e da flora, castiga o homem apenas quando este último faz por merecer. Lembro-me de que, quando eu era criança, meu avô materno contava seus relatos sobre encontros com esse tipo de espírito da Natureza. Ainda em vida ele me relatou que levou uma “surra” de um Curupira, quando morava em região de mata na Amazônia, pois resolveu passar por uma região proibida (que era habitada pelo próprio Curupira). Se você quiser entrar em sintonia com a energia deste Elemental e pedir proteção (para propriedades rurais, fazendas, sítios, e afins) dedique a ele uma vela verde e algumas frutas, que devem ser deixadas na natureza.
O Mapinguari é da mesma categoria que o Curupira, mas parece ser bem mais agressivo e rigoroso no cumprimento de sua função de protetor das matas. Possui um aspecto simiesco e tem apenas um olho no meio da testa. De acordo com algumas fontes, ele só aparece em dias “santos” e feriados.
A Iara (etimologia: do Tupi; Y= água + ara= senhora, mãe), também é conhecida como Mãe d’água ou Uiara. Aparece cantando e penteando seus cabelos em noites de luar, na forma de uma belíssima sereia, sentada às margens de um lago, rio ou praia deserta. É uma defensora dos reinos aquáticos, um Elemental das águas. Conta-se que aqueles que por acaso a verem podem perder a visão ou enlouquecer diante de tamanho deslumbre. Como presentes, a mãe d’água gosta de receber pentes, pérolas e espelhos.
Fotos e Texto: Rafael Nolêto
Elementais é o nome dado a todo e qualquer espírito existente na natureza. Todo princípio divino, após emanar-se do "Absoluto", deve iniciar seu processo de desenvolvimento incorporando-se à matéria.
Essa incorporação, segundo os princípios platônicos da Metempsicose acontece consoante a uma ordem estabelecida. Os princípios divinos devem iniciar sua jornada no mundo material incorporando-se inicialmente ao reino mineral. Após o aprendizado neste reino, o princípio divino deve passar ao seguinte estágio, ou seja, ao reino vegetal. Após concluir o aprendizado do reino vegetal, o princípio divino deve passar ao estado animal, e, posteriormente, ao estado humano.
Também são conhecidos como personagens fictícios, que representam seres da natureza e que seriam capazes de controlar os elementos e os representar. São eles:
De acordo com Papus: "O caráter essencial dos elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles. Seu aspecto é variável e estranho: ora são como uma multidão de olhos fixos sobre um indivíduo; ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente. Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais."
Ainda segundo Papus, cada elemental deve ser invocado pelo nome de seu gênio, GOB é o gênio da terra, DJIN é o gênio do fogo, PARALDA é o gênio do ar, e NICKSA é o gênio da água.
"Os elementais são invocados pela prece e o ritual completo prevê o uso do Círculo Mágico, com o magista voltado para o ponto cardeal correspondente, apresentando o instrumento característico de cada um, chamando-os pelo nome de seus gênios. O Círculo Mágico garante o isolamento e proteção contra qualquer surpresa da parte das potências do astral. A meditação, na obscuridade, com o corpo isolado por uma manta de lã e com a espada à mão, tendo proferido preces pedindo auxílio aos mestres, também pode propiciar a visão dos elementais."

Fonte: Wikipédia

Preguiça real

Nome popular: Preguiça-Real
Nome científico: Choloepus hoffmanni
Família: Bradypodidae, Megalonychidae
Todos os dedos têm garras longas pelas quais a preguiça se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo, responsável pelos seus movimentos extremamente lentos. É um animal de pelos longos, que vive na copa das árvores de florestas tropicais desde a América Central até o norte da Argentina. Na Mata Atlântica, o animal se alimenta dos frutos da Cecropia (embaúba, conhecida por isto como árvore-da-preguiça).
De hábitos solitátios, a preguiça tem como defesa sua camuflagem e suas garras. Para se alimentar, a Preguiça utiliza-se de "dentes" que se apresentam em forma de uma pequena serra. Herbívoro, tem hábitos alimentares restritos, o que torna difícil sua manutenção em cativeiro. Dorme cerca de 14 horas por dia, também pendurada nas árvores. Na reprodução dá apenas uma cria, e apenas a fêmea cuida do filhote. Reproduz-se, como tudo que faz, na copa das árvores. Raramente desce ao chão, apenas aproximadamente a cada sete dias para fazer as suas necessidades fisiológicas. O seu principal predador é a onça-pintada.
São animais de porte médio (cerca de 3,5 a 6 kg quando adultas), de coloração geral cinza, tracejada de branco ou marrom-ferrugem, podendo ter manchas claras ou negras. A pelagem pode parecer esverdeada graças à algas que se desenvolvem na sua pelagem servem de alimento para as lagartas de determinadas espécies de mariposa, que vivem associadas aos bichos-preguiça.
Possuem membros compridos, corpo curto, cauda curta e grossa, adaptados para o seu modo de vida (sempre pendurados em galhos da copa de árvores altas).
Possuem 8 a 9 vértebras cervicais, o que lhes possibilita girar a cabeça 270° sem mover o corpo. Seus movimentos são sempre muito lentos e costumam dormir cerca de 14 horas por dia; por isso ganharam o nome.
Alimentação:  As preguiças alimentam-se de folhas novas de um número restrito de árvores, dentre as quais se conhece a embaúba, a ingazeira, a figueira, a tararanga.
As preguiças nunca bebem água pois a quantidade deste líquido que elas necessitam para viver é absorvida do próprio alimento, através das paredes intestinais, durante o processo de digestão.
Reprodução: A gestação da preguiça dura quase onze meses. O recém-nascido mede 20 a 25 cm e pesa cerca de 260 a 320 g. As fêmeas dos bichos-preguiça carregam o filhote nas costas e ventre durante aproximadamente os nove primeiros meses de vida. Durante esse período, a mãe protege o filhote, enquanto ele se prepara para sobreviver sozinho no ambiente da mata. A expectativa de vida para uma preguiça varia de 30 a 40 anos.
Hábitos: Preferem viver em árvores altas, com copa volumosa e densa e muitos cipós, onde se penduram usando as garras que, embora possam parecer assustadoras, praticamente não servem para nenhuma defesa, devido á lentidão dos seus movimentos. Graças a essa lentidão, a sua coloração e ao fato de permanecerem na copa de árvores muito altas, é muito difícil enxergar as preguiças na mata. Mesmo assim, elas têm predadores naturais, como a Harpia, as onças e algumas serpentes.
Fonte: Flávio Cruvinel Brandão