quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Jacaré - açu

Berço único do jacaré-açu, a Bacia Amazônica, maior área hidrográfica do mundo, também abriga espécies como jacaretinga, jacaré-do-papo-amarelo, jacarepaguá e jacaré-coroa. Todos são répteis de sangue pré-histórico, descendentes dos dinossauros, cuja origem faz com que também possam viver na terra, além dos seus habitats naturais – rios, lagos, igarapés e pântanos. O jacaré esteve por várias décadas ameaçado de extinção, em virtude de caças indiscriminadas por causa da sua pele que dá um couro bastante cobiçado e a saborosa carne, produtos com grande aceitação nos mercados nacional e internacional.
Hoje, autoridades, cientistas e ambientalistas defendem a caça manejada do jacaré, temendo uma superpopulação do réptil, principalmente na Amazônia. E a primeira investida oficial, neste sentido, já está sendo dada na Reserva Extrativista Mamirauá, no Estado do Amazonas, onde estima-se que só de jacaré-açu existam dois milhões de exemplares. Há relato de que na primeira metade do século XX, em decorrência de superpopulação de jacarés no Município de Alenquer, no Pará, o povo local reunia-se em mutirões para matar os répteis a pauladas, cuja atividade era chamada de “batição”. Consta que nessa época era comum na localidade ver pessoas com pernas, braços e outras partes do corpo amputados por mordidas de jacaré. Também havia ocorrência de óbitos, pelo mesmo motivo.
A expectativa é de que até outubro deste ano sejam mortos cinco mil jacarés em Mamirauá, onde depois será construído um abatedouro flutuante para a caça de mais cem mil. Paralelamente ao abate, há movimentações de cunho comercial para a utilização legal da carne e do couro do jacaré. O quilo da carne do animal chega a custar 20 reais, enquanto o centímetro linear do couro da barriga é comercializado a até 25 reais, no mínimo.
Das cinco espécies de jacaré existentes no Brasil, somente o açu ou jacaré-preto vive apenas na Bacia Amazônica. As outras espécies também ocorrem nessa imensa área hidrográfica, mas ainda são encontradas em regiões como o pantretal matogrossense, margens do rio Parnaíba, bacia do Prata e lagoas litorâneas. São os casos do jacaré-tinga, jacaré-do-papo-amarelo, jacarepaguá e jacaré-coroa,
Os jacarés são ecologicamente importantes porque fazem o controle biológico de outras espécies animais ao se alimentarem daqueles indivíduos mais fracos, velhos e doentes, que não conseguem escapar de seu ataque. Também controlam a população de insetos e dos gastrópodos (caramujos) transmissores de doenças como a esquistossomose (barriga-d’água). Suas fezes servem de alimento a peixes e a outros seres vivos aquáticos.
O jacaré é carnívoro e aceita de tudo, desde que a alimentação fornecida seja à base de proteína animal. Devido ao metabolismo lento, alimenta-se relativamente pouco. Ou seja, se pesar 40 quilos, deve comer quatrocentos gramas por dia, índice considerado baixo para um animal carnívoro.
Seu sistema alimentar tem algumas peculiaridades, a começar pela boca, munida de um mecanismo que possibilita raspar o fundo do rio para ingerir pequenos organismos, caranguejos, peixes e moluscos, sem engolir muita água. Isto graças a uma válvula ligada à língua, que se fecha quando o animal mergulha. O sistema digestivo possibilita o aproveitamento quase total das proteínas ingeridas. Tanto é que as fezes do jacaré não “cheiram”, esfarinhando-se com um simples toque.
O jacaré-açu, além de jacaré-preto é também chamado de jacaré-gigante. Esta última denominação é decorrente do fato de que chega a atingir até seis metros de comprimento e a pesar 350 quilos. É o maior dos jacarés sul-americanos. A sua longevidade alcança de 80 a 100 anos. Ao nascer, a espécie mede 30 centímetros de comprimento. A fêmea põe de 40 a 50 ovos uma vez por ano.
Focinho grande e curto, o quarto dente não-visível com a boca fechada e placas ósseas na barriga são as principais características físicas da espécie que vive nos rios, igarapés e lagoas da Amazônia. O jacaré-preto é um bicho carnívoro que se alimenta de quase todos os animais da floresta, desde peixes até aves e mamíferos. Come inclusive piranhas. Nada com o movimento ondulante da cauda. Olhos e narinas são salientes, permitindo-lhes ficar semi-submersos como um submarino.
Para a reprodução, a fêmea faz um ninho na vegetação na beira do lago, rio ou igarapé, onde coloca seus ovos que após um mês de incubação, eclodem. Ao contrário da maioria dos répteis, as fêmeas de jacaré costumam proteger os ninhos e filhotes. O acasalamento ocorre na água, mas a fêmea bota os ovos em terra.
Fazendeiros não gostam de jacarés-açus por perto, pois representam algum perigo para as pessoas e suas criações, e normalmente os matam. Ele é considerado uma das feras das águas amazônicas, mas paradoxalmente teme seus inimigos quando ainda jovem. Se não é comido no ovo por carnívoros ou grandes cobras, corre o risco de ser devorado, assim que nasce, pela jibóia ou por jacarés adultos.
Ao contrário do que se pensa, o jacaré preto não é lento, apesar do imenso tamanho que alcança. Se for melindrado ou estiver prestes a dar o bote, adquire velocidade impressionante. Dentro da água, seu ataque é geralmente mortal, já que é um exímio nadador. O que mais assusta nesse animal é o tamanho de sua boca e a quantidade de dentes – entre 70 e 80. Quando a vítima é pequena, simplesmente engole a presa inteira. Já quando a vítima é maior, a segura pelas mandíbulas e a sacode bruscamente até que se despedace. Quando o ataque acontece dentro da água, uma espécie de válvula isola a traquéia evitando, assim, que a água invada o pulmão.
Fonte: www.inteligentesite.com.br

Os jacarés-Açus são animais pacíficos, muito menos temíveis que seus primos, os crocodilos.
Não são comedores de gente; alimentam-se principalmente de pequenos animais, inclusive a piranha. Somente o jacaré-una, que é o maior que os outros, ataca mamíferos grandes.
Os crocodilianos são os mais desenvolvidos de todos os répteis. Nadam com o movimento ondulante da cauda.
Olhos e narina são salientes, permitindo-lhes ficar semi-submersos como um submarino.
O acasalamento dá-se na água, mas a fêmea bota os ovos na margem. O jacaré-açu deve temer mais seus inimigos quando ainda é jovem. Se não é comido no ovo por carnívoros ou grandes cobras, corre o risco de ser devorado, assim que nasce, pela jibóia ou por outros jacarés adultos.
Além do negro jacaré-una , existem ainda o jacaré -de-óculos, de cristas ósseas sobre os olhos, e o jacaré-de-testa-lisa. Este último, ao contrário dos outros, prefere as corredeiras e tem pele mais rija do que a de seus parentes.
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylia
Família: Alligatoridae

Características

Comprimento o nascer: 30 cm.
Focinho grande e curto - quarto dente não visível com a boca fechada.
Placas ósseas na barriga
40 a 50 ovos postos de uma vez por ano.
Fonte: www.achetudoeregiao.com.br


Os crocodilianos são os mais evoluídos dos répteis atuais. Incluem entre os crocodilianos, além dos crocodilos, também os oligatores, os jacarés e os gaviais.

Anatomia dos répteis

Sua anatomia interna é semelhante a das aves. São animais vertebrados e rastejantes (réptil vem do latim reptare = rastejar). Os crocodilos possuem 4 dedos nas patas traseiras. Engolem tudo por inteiro e fazem digestão com sucos gástricos. O tubo digestivo termina no cloaca, saída única para a qual confluem os condutos do aparelho excretor e reprodutor. Possuem dois pulmões, que são bolsas com paredes internas-meio-ambiente pregueadas e irrigadas por numerosos vasos sangüíneos. Estranha é a respiração: poucos movimentos na caixa torácica.
Têm quatro cavidades no coração, e os sentidos são bem desenvolvidos. Por não serem seus aparelhos respiratórios e circulatórios tão evoluídos como os das aves e mamíferos, os répteis nunca têm oxigênio suficiente para atender à demanda dos tecidos de seu corpo. Logo, a temperatura deles - variável - depende do ambiente. Seu sistema nervoso não consegue regular o calor do corpo em certo nível, por isso são chamados animais de "sangue frio".
Em matéria de inteligência, os répteis ocupam o 3.º lugar na escala animal, depois dos mamíferos e aves. O padrão do cérebro é semelhante ao dos peixes e anfíbios.
Os crocodilos distinguem-se em 13 espécies de Crocodylus. No Brasil, ocorrem várias espécies conhecidas pela designação comum do jacaré.

Diferenças entre crocodilo e jacaré

Para estabelecer a diferença entre um verdadeiro crocodilo e os diversos tipos de jacarés, é preciso olhar de perto, de modo que muita gente prefere ficar sem saber. Na verdade, a não ser pelo tamanho, a diferença não é muita. Possuem 30 ou 40 dentes, e no crocodilo, o quarto dente de cada lado da mandíbula inferior se encaixa num chanfro da mandíbula superior, permanecendo visível mesmo de boca fechada. Já no jacaré, o mesmo dente se esconde num buraco da mandíbula superior, sumindo de vista ao fechar a boca.

Filhotes

É na areia que as fêmeas na maioria das espécies põem seus ovos, que são mais ou menos do tamanho de ovos de gansa e são chocados pelo calor do sol. Depois de 7 a 8 semanas, nascem os filhotes com 20 a 25 cm, que passam a se desenvolver rapidamente. Tempos depois, o crescimento passa num ritmo mais lento. O filhote recém-nascido, está perfeitamente formado na hora de sair da casca.

Proteções naturais

O crocodilo e o jacaré têm revestimento de placas córneas muito duras, ao longo do dorso e da cauda, formando um serrilhado. Não mudam de pele, mas as partes velhas e gastas são substituídas por outras. Além de sua blindagem natural, o crocodilo conta ainda com a sua cauda para se defender e atacar, quando preciso. Achatada em ambos os lados, como um remo, e muito musculosa, permite-lhe não só deslocar-se rapidamente na água, como também dar violentas rabanadas.
Suas placas ósseas, chamadas osteodermos, formam uma espécie de armadura que os protege com eficiência.

Vida de crocodilo

São predadores e têm poucos inimigos naturais, alimentam-se de presas animais vivas ou mortas. O crocodilo só ataca figuras humanas quando provocado ou quando sua fome ultrapassa todos os limites. Enterram-se no barro para hibernar ou estivar. São ovíparos e chegam à maturidade sexual por volta dos dez anos de idade.
Os crocodilídeos são dos poucos que ainda hoje conservam a maior parte dos traços físicos de seus antepassados. O Protosuchus, crocodilo pré-histórico de 200 milhões de anos atrás, era tão grande, que não hesitava em atacar e devorar até os imensos dinossauros. Mas seus descendentes têm dimensões bem mais modestas. O maior exemplar já encontrado media cerca de 10 metros de comprimento e seu corpo tinha quase 4 metros de circunferência. Era um crocodilo do tipo estuarino. Sua carcaça foi encontrada em Bengala, na Índia.
Essa é a espécie de crocodilos que atinge maior tamanho. Ao chegar à idade adulta, um estuarino de boa saúde tem aproximadamente 3 metros de comprimento. Ele não pára de crescer: quanto mais velho, mais cumprido fica. O mesmo acontece com o crocodilo do Nilo, que também se torna bem grandinho com o passar do tempo.
No Novo Mundo esses répteis não crescem tanto e, talvez seja por isso, que ninguém os chama de crocodilos. Nos EUA, dão-lhes o nome de Alligators. Na América Central e do Sul, são conhecidos por Caimans. No Brasil, o nome jacaré designa várias espécies:
Jacaré-Açu - É o maior de todos e vive na Amazônia;
Jacaretinga ou Jacaré-de-Óculos - Cujos olhos são rodeados por listras;
Jacaré-de-Papo-Amarelo - Encontrado com freqüência na região que vai do rio São Francisco até o sul do país.
Todos esses jacarés americanos são muito parecidos entre si, sendo que o maior deles é o Caimans palpebrosus, que vive na América do Sul e nunca atinge além de 1,30 metro de comprimento.

Crocodilo e sua vida nas águas

O crocodilo passa grande parte da vida submerso. Consegue isso graças ao formato de sua cabeça e à disposição de suas narinas, que ficam numa pequena saliência, no topo do focinho. Seus olhos também se destacam sobre a cabeça, o que lhe permite disfarçar-se em árvore flutuante e continuar de sentinela, quando está caçando. Durante um mergulho, os olhos do crocodilo são protegidos por uma membrana transparente, uma espécie de terceira pálpebra.
Embora suas patas curtas lhe permitam mover-se com muita agilidade e rapidez em terra, o crocodilo nunca se afasta muito da água, pois possui patas fracas para ficar muito tempo fora da água.
O crocodilo costuma ficar estendido na areia das margens dos rios, tomando sol.

Caça

O crocodilo vive até os 80 anos, mas infelizmente não consegue a paz para desfrutar da vida longa, via de regra, os caçadores levam a melhor e mesmo espécies mais valentes acabam seus dias em vitrines, sob a forma de bolsas, calçados, cintos e carteiras.
Em certas regiões, os nativos nem precisam de armas. Entram na água com um pequeno pedaço de pau com as pontas aguçadas e, na hora em que o réptil chega perto e abre a boca, encaixam o bastão entre suas mandíbulas. Assim, quando o crocodilo tenta fechar a boca, a estaca se crava profundamente. O bicho se debate desesperadamente, mas seus movimentos frenéticos para desvencilhar-se da armadilha são inúteis. Pouco a pouco, vai perdendo sangue e forças, e se torna presa fácil.
Durante o dia, dificilmente se apanha um crocodilo - que é bicho arisco e malicioso. À noite, porém, ele se torna confiado; e o caçador, munido de uma lanterna, pode iluminá-lo: seus olhos têm a propriedade de refletir a luz. Tornam-se dois olhos-de-gato que servem de guia para que o caçador coloque bem o tiro, que deve acertar entre os olhos, para matar depressa e não estragar a pele, cujo valor é grande. O estranho é que os crocodilos não parecem associar o facho luminoso ao perigo: continuam boiando calmamente, por vezes, rumo à própria destruição.

Simbiose (vida em comum)

Se a boca de um crocodilo não é, certamente, um lugar acolhedor, uma pequena ave nas margens dos rios africanos dispensa qualquer problema. É a ave "Curado" (Pluviailis aegyptus), que penetra tranqüilamente na boca do animal, sem que este lhe cause qualquer dano. Esta ave vai prestar serviços ao crocodilo: elimina os restos de alimentos que se acumulam nos dentes, obtendo assim alimentação para si, farta e fácil. Em contrapartida, o crocodilo se vê livre, com grande alívio, dos sanguessugas e outros parasitas que lhe infestam a gengiva.

Classificação científica

Os crocodilos pertencem aos gêneros Crocodilus, Osteolaemus e Tomistoma, incluídos na família dos Crocodilídeos (Crocodilidae), ordem dos Crocodilianos (Crocodilia).
Fonte: www.webciencia.com



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